118. A tapeçaria da memória e os primeiros fios do destino
A biblioteca da vila toscana, normalmente um santuário de silêncio e paz, transformara-se num confessionário. A luz dourada do sol da tarde entrava pelas janelas altas, iluminando as partículas de poeira que dançavam no ar e os rostos dos três ocupantes: Leonardo e Sabrina, sentados lado a lado num confortável sofá de couro, e o Professor Julian Croft, numa poltrona em frente, seu gravador digital discretamente posicionado sobre a mesa de centro, os olhos azuis e gentis brilhando com a curiosid