O tempo passou de um jeito quase imperceptível nos dias que se seguiram. Não em saltos dramáticos, nem em viradas bruscas. Passou em gestos pequenos, repetidos, silenciosos. Júlia começou a perceber que a cura não vinha em grandes revelações, mas em manhãs comuns que deixavam de doer.
Naquela manhã, ela estava sentada à mesa da varanda, uma xícara de café já frio entre as mãos, observando o céu nublado. Pensava em como a vida parecia menos barulhenta agora. Menos urgente. Como se alguém tivesse