Mais tarde, quando todos se foram e a casa está mergulhada em uma paz rara, Jade e eu ficamos na cozinha, lavando a louça em silêncio. As mãos ocupadas, mas os pensamentos barulhentos.
Até que ela fala, sem me olhar diretamente:
— O que você ouviu?
— O suficiente. — respondo, enxaguando um copo com cuidado.
— E...?
— E que eu tenho muito a fazer. Muito a reconstruir. — Suspiro. — Mas estou disposto. Se você deixar.
Ela me encara por um segundo. Depois volta os olhos para a pia.
— Não é fácil c