Entramos no quarto devagar, o silêncio agora confortável entre nós. Dona Helena já tinha deixado a bandeja com a comida sobre a mesinha ao lado da cama, e Samuel se ajeita no travesseiro, ainda frágil, mas com o semblante mais tranquilo.
— Posso ajudar? — pergunto, sentando ao lado dele no colchão.
Ele faz um sinal com a cabeça, e pego a colher com cuidado, olhando para o prato simples: arroz, feijão, um pedaço de frango desfiado. Não é um banquete, mas naquele momento, parecia o melhor do mund