O sol ainda nem apareceu direito, mas eu já estou de pé. Terminei de vestir a camiseta, pego o café quase frio na caneca e dou mais uma olhada no relógio da parede. O tempo sempre parece mais curto quando a noite anterior foi longa demais.
Rigel mastiga devagar o último pedaço do pão com requeijão, ainda com cara de sono. Tá todo torto na cadeira da cozinha, com a camisa do uniforme meio amassada e uma meia caída. Termino de fechar o cadarço do tênis dele e ajeito o colarinho da blusa.
— Bora,