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7. Quando ele aparece

Acordei sentindo algo quente, firme… e respirando no meu pescoço. Abri os olhos devagar e, para meu pavor — ou prazer — Adam ainda estava ali. Pior: abraçado comigo como se fosse absolutamente normal passar a noite na minha cama.

Tentei levantar, mas ele me puxou de volta, me encaixando contra o corpo dele como se eu fosse propriedade dele.

— Vamos passar o dia aqui, — murmurou com a voz rouca, ainda sonolenta. — Sem sair da cama. Só você e eu.

— Sem chance — resmunguei, tentando ignorar o arrepio involuntário que percorreu minha coluna. — Você é o CEO e eu sou… eu. Se nós dois faltarmos no mesmo dia, vai soar estranho. E outra: você quebrou minha regra. Eu te disse que não fico com ninguém duas vezes.

Ele abriu os olhos lentamente. Aquele olhar cor de folha seca se fixou no meu, intenso demais, perigoso demais.

— Mas eu não sou “ninguém”, Ester — disse, aproximando o rosto do meu. — Você gosta de mim. Eu sinto.

Por um segundo, me perdi naquele olhar. Ele inclinou o rosto para me beijar, mas eu virei o rosto e levantei antes que fosse tarde demais.

— Vou tomar banho.

— Posso ir com você? — ele perguntou com aquele sorriso torto que deveria ser ilegal.

— NÃO!

Entrei no banheiro e tranquei a porta como se estivesse fugindo do próprio instinto. A água caiu quente no meu corpo, e minhas lembranças da noite anterior vieram como um soco: a boca dele, as mãos dele, o jeito como ele parecia saber exatamente onde tocar… Adam era uma tentação ambulante. Um perigo delicioso.

E eu tinha caído. Feio.

Quando saí, abri só uma frestinha da porta. Ele não estava no quarto. Vesti o roupão e escutei barulhos na cozinha.

Quando o vi, quase perdi o fôlego.

Adam estava ali, só de calça, músculos definidos, a calça baixa mostrando mais do que deveria. E cozinhando.

— Bom dia, amor — ele disse como se fosse normal. — Fiz o seu desjejum. Mas aviso: você precisa comprar mais proteína.

Fiquei muda. Lindíssimo, gostoso, cheiroso… e ainda cozinhava. Deus estava me testando.

Ele pegou um morango e colocou na minha boca lentamente, olhando direto para os meus lábios.

— Adam… acho melhor não chegarmos juntos na empresa.

— E por quê? — perguntou, tomando um gole de café como se não fosse óbvio.

— Você sabe por quê.

Ele deu de ombros, caminhou até mim e colou os lábios na minha nuca. Meu corpo inteiro respondeu antes de mim. Em segundos, eu já estava presa nos braços dele, minhas pernas enroscadas em sua cintura.

Fizemos amor ali mesmo, selvagem e urgente.

E eu sabia: eu estava perdida.

Me arrumei o mais rápido possível. Adam insistiu que eu fosse com ele até sua casa para trocar de roupa.

— Se você se atrasar, a culpa é minha — disse ele. — Sou seu chefe. Ninguém vai dizer nada.

Era exatamente isso que eu não queria: privilégio.

Mas aceitei.

Entramos no Porsche dele. Quando chegamos à cobertura, meu queixo caiu.

Elevador de garagem. Piscina de borda infinita. Vista panorâmica. Tudo enorme, luxuoso e perfeitamente organizado. Perfeito demais.

Perigo demais.

— Comprei esse lugar pensando em ter mulher e filhos — ele disse de repente, e a expressão dele mudou. Ficou sombria. Triste.

Antes que eu perguntasse algo, ele sumiu por dez minutos e voltou pronto, cheiroso, impecável… e irresistível.

Chegamos na AVANCE quase 9h30. No elevador, com outras pessoas, ele segurou minha cintura. Eu gelei. Ele pegou minha mão e a beijou antes de sair.

Dr. André me chamou assim que cheguei.

E eu improvisei a desculpa mais estúpida da minha vida.

Quando voltei, uma notificação no Squad:

“Adam: Não tô conseguindo trabalhar. Só penso em você.”

Eu quase derrubei o celular.

Ester: “Foca, Adam. Vão desconfiar.”

Adam:“Vem aqui.”

Ester: “Não. Se fosse trabalho eu ia.”

Adam: “Eu quero te comer aqui em cima da mesa.”

Meu coração saiu do ritmo.

Ester: "Vai esperando…”

Foi quando ouvi a voz feminina na recepção.

Alta. Loira. Elegante. Linda.

— Bom dia. Vim falar com Adam Smith.

Eulália perguntou:

— Quem devo anunciar?

A mulher sorriu de um jeito que me deu náusea.

— Diga que é “Isadora”. “A noiva dele.”

Senti o chão sumir.

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