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6 . Tentativas frustradas

Assim que Adam assumiu como novo CEO, a empresa virou caos. Repórteres por todos os lados, flashes, microfones, todos ansiosos para registrar o rosto do CEO jovem e talentoso, Adam Smith.

Eu, como assessora, tive que organizar aquela bagunça. Adam estava estranho comigo, distante. Talvez tivesse finalmente entendido que não poderíamos repetir o que já havia acontecido entre nós. Era melhor assim. Ou pelo menos eu tentava acreditar nisso.

Enquanto respondia um e-mail do jornal local, meu Squad vibrou.

Preciso falar com você agora.

Meu coração falhou uma batida, mas respondi:

“Sim, senhor.”

Levantei-me imediatamente e fui até a sala dele. Bati antes de entrar. Ele escolhera continuar na mesma sala de quando era diretor de marketing — um gesto tão dele: simples, zero soberba, completamente diferente do pai.

Eu vestia uma saia vermelha justa, uma blusa preta sem mangas com um decote moderado, mas tentador. O colar de pérolas falsas completava o look. Havia cortado a franja naquela semana, meus cabelos soltos me deixavam mais jovem. A sandália vermelha de salto alto… bom, essa era pura provocação estética.

Quando entrei, o rosto de Adam se iluminou. Não era imaginação minha — ele brilhou por me ver. O sorriso de canto apareceu. Ah, aquele sorriso…

Ele apontou a poltrona para mim. Estava lindo demais: camisa branca com as mangas dobradas, três botões abertos mostrando parte do peito, músculos marcando o tecido. Calça preta impecável. Sapatos italianos. E o cabelo bagunçado que parecia feito por encomenda só pra me provocar.

— Senhorita Ester, sente-se.

Eu me dirigi à poltrona mais distante, mas seria ridículo, infantil. Acabei sentando na mais próxima a ele. Cruzei as pernas devagar, e o olhar dele acompanhou o movimento.

— Pode me chamar só de Ester — murmurei.

Adam se levantou, contornou a mesa e veio até mim. Sentou-se na poltrona à minha frente, tão perto que eu sentia o cheiro dele — amadeirado, quente, masculino.

— Por quê? — ele perguntou, a voz baixa, firme. — Pelo que tivemos… ou pelo que ainda vamos ter?

Meu estômago revirou.

— Você agora é o chefe. Se quiser me demitir, me demita. Já falei que não teremos nada.

Levantei-me, mas ele reagiu rápido. Muito rápido.

Sua mão segurou minha cintura. A outra tocou minha nuca com firmeza, posicionando meu rosto — e antes que eu pudesse pensar ou respirar — ele me beijou.

Não foi um beijo gentil.

Foi urgente. Fome. Calor. Um arrebatamento.

Meu corpo esqueceu todas as decisões racionais que eu tinha tomado. A boca dele dominava a minha, profunda, quente, como se ele buscasse algo que perdeu há muito tempo.

Eu perdi o fôlego. Minhas pernas tremiam.

Se eu não o tivesse empurrado, teria perdido o controle ali mesmo.

— Você me quer, Ester — ele sussurrou, ofegante. — Eu sinto.

— Você não me dá escolha — retruquei, respirando rápido. — Me pega de surpresa, me invade… e eu…

Não terminei.

— Então por que ainda está aqui?

— Porque é meu trabalho. — Recuei um passo. — Era só isso? Posso ir?

Ele respirou fundo, passou a mão pelos cabelos, claramente tentando se recompor.

— Não… desculpe. Quando estou perto de você, eu… perco o eixo.

Silêncio.

Então a voz dele voltou ao tom profissional:

— Preciso dos relatórios das lojas de Minas e do Rio. Me envie por e-mail. Estou saindo para um almoço com o prefeito. Volto no fim do dia, não precisa me esperar.

— Sim, senhor.

— E… — seu olhar me percorreu devagar — me chame de Adam.

Saí da sala tocando meus próprios lábios.

O gosto do beijo ainda estava ali.

E a vontade de voltar para dentro da sala e beijá-lo novamente era gigante.

Após enviar os relatórios, tentei focar no trabalho. Mas Adam, ao sair, deu uma piscadinha discreta para mim. O paletó jogado nos ombros, aquela caminhada… aquele corpo… aquele homem.

Respirei fundo.

Foco, Ester. Foco. Você prometeu que não sofreria por amor outra vez.

Então decidi: precisava sair. Beber. Dançar. Conhecer alguém. Qualquer coisa que não fosse… sentir o que eu sentia por Adam.

Eulália recusou meu convite, então fui sozinha.

O pub era pequeno e simpático. Pedi um chopp. Depois outro. A jukebox me convidava e escolhi Creedence. Todos cantaram comigo, e meus ombros relaxaram pela primeira vez no dia.

Foi quando um cara alto, forte, barba cheia, vibrou com a música e me abraçou.

O amigo dele veio logo depois — mais contido, mas ainda assim… interessante.

Jonas. Quarenta e poucos, cabelo preto na altura dos ombros, olhar penetrante.

Conversamos, bebi, ri.

Ele me beijou — um beijo bom, mas… vazio.

Quando tentou avançar demais num canto escuro, perdi completamente o encanto.

Tive que inventar a desculpa que deixei meu bebê em casa com a babá chorando.

Funcionou.

Saí dali leve, quase divertida com a própria mentira.

O elevador estava no meu andar quando o chamei.

Quando a porta abriu —

Adam me puxou para dentro.

Eu nem tive tempo de reagir. Ele me beijou com uma intensidade que fez meu corpo inteiro despertar. Era desejo acumulado, proibido, irreprimível.

O elevador chegou ao meu andar.

Saímos tropeçando, rindo entre beijos, as mãos dele na minha cintura, nas minhas costas, no meu rosto. Era como se ele precisasse sentir cada parte de mim ao mesmo tempo.

Entramos em meu apartamento, e ali não houve fala.

Houve apenas a verdade crua entre nós:

A gente se queria. Muito.

Ele me tomou pela cintura, me puxando para mais perto. Meu corpo respondeu antes de qualquer pensamento. As mãos dele deslizavam firmes, explorando, marcando presença, enquanto meus dedos percorriam o contorno dos ombros, o peito, o pescoço.

O ar ficou quente.

A respiração dele no meu ouvido me fez perder o chão. A minha no dele fez Adam soltar um gemido baixo, quase animal.

Apenas isso — o toque, a proximidade, o calor — já me deixava trêmula.

E então… o resto se perdeu num turbilhão de desejo contido demais por tempo demais.

Uma noite intensa, urgente, profunda — mas só nossa.

Indescritível.

Quando tudo se acalmou, ele me puxou para seus braços.

Dormimos juntos, encaixados, como se fosse a posição natural dos nossos corpos.

Como se nunca tivéssemos estado longe.

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