Otávio e Ana Bela estavam deitados na rede armada entre a mangueira antiga do quintal. A madeira do suporte rangia de leve a cada balanço, acompanhando o movimento preguiçoso do vento daquela manhã clara.
O cheiro de terra úmida misturado ao perfume doce das flores próximas deixava o ar suave. O vestido vermelho de mangas longas que Ana Bela usava se movia delicadamente com a brisa, roçando na perna de Otávio.
Ele mantinha a mão repousada na cintura dela, os dedos fazendo pequenos movimento