THIAGO
Fechei a porta do meu quarto com mais força do que devia. Mirela ainda tava lá fora, naquela varanda, com aquele vestido fino grudado no corpo e os olhos cheios de coragem.
Ela me provoca. Ela sabe o que faz.
Encostei na porta e respirei fundo.
— Vai dormir, Thiago. — falei pra mim mesmo. Como se fosse fácil.
Meu corpo ainda ardia com o cheiro dela, com as palavras que ela jogou no ar como se fossem balas: “Já cruzamos, Thiago. Só falta um de nós admitir.”
Caralho.
Joguei a camiseta lon