Narrado por Elena Volkov
O chalé nos Alpes não era um refúgio. Era um ninho de ratos. Nikolai me levou para o porão, mas não era um calabouço de pedras; era uma sala de guerra improvisada, cheia de monitores e rádios de alta frequência. No centro da sala, sentado em uma poltrona de couro que rangia, estava o homem que eu chamava de pai.
Viktor Volkov estava mais velho, com uma cicatriz nova cruzando o rosto, mas os olhos continuavam sendo poços de gelo.
— Papai? — minha voz saiu fraca. — Nikola