Narrado por Dante Moretti
Doze horas. Elena estava fora da minha vista há doze horas, e Nápoles parecia um necrotério. Eu não dormi. Eu não comi. Eu apenas destruí.
Eu estava no porão da mansão, o lugar que eu tinha prometido nunca levar Elena, mas onde agora eu despejava toda a minha fúria. Diante de mim, um dos guardas que estava de vigia no corredor sul estava pendurado pelos pulsos, o rosto já irreconhecível.
— Eu vou perguntar apenas mais uma vez — sibilei, limpando o sangue das minhas mãos com um lenço de linho branco que pertenceu ao enxoval de Elena. — Quem abriu a grade por fora? Quantos homens eram?
— Eu... eu não vi, Dom! Foi rápido demais... uma sombra... — o homem soluçou.
Eu não dei a ele uma segunda chance. O som do disparo da minha Beretta ecoou pelas paredes de pedra, silenciando os lamentos. Joguei a arma sobre a mesa de tortura e me virei para Lorenzo, que me observava com um misto de respeito e temor que eu nunca vira nele.
— Encontrou o carro? — perguntei, minha v