(Visão de Rafael)
Estava no hotel, sentado na escrivaninha, quase destruindo o celular entre os dedos enquanto ouvia o relatório de Ruan. Cada palavra parecia cutucar minha paciência, meu estômago, minha raiva.
— Isso aqui… — resmunguei baixinho, passando a mão no rosto. — Tá cheirando a armação…
Ruan do outro lado da chamada de vídeo assentiu devagar, cruzando os braços.
— Eu sei. Também não engoli esse negócio do desaparecimento do seu tio. O cara some justo agora? Mas os meus homens e do seu