(Visão de Rafael)
Bati o punho na parede com tanta força que o som ecoou pelo escritório. Senti a dor subir pelo braço, mas pouco me importei. “Assalto?”, repeti pra mim mesmo, respirando pesado. “Agredida na rua?” Nunca, nem ferrando.
Abri o computador e puxei o acesso das câmeras da rua dela novamente. Fiquei vasculhando cada segundo do dia anterior, com os olhos ardendo de tanto encarar a tela. Mas nada. Nenhuma imagem dela saindo de casa. Só aquele desgraçado chegando… e depois, horas mais