(Diogo)
Levei alguns segundos abraçado a ela, sentindo seu cheiro e tentando fazer minha respiração se acalmar. Alice, como sempre, quebrou a tensão do jeito mais inesperado.
— Tá respirando fundo por quê? — ela falou com aquele tom provocativo. — Tá com medo de eu ir atrás da ruivinha de novo?
Soltei um riso pelo nariz, sem conseguir evitar.
— Medo nenhum, pequena. Só tô tentando me convencer de que você não vai arrumar mais confusão essa noite.
Ela virou o rosto pra me olhar por cima do ombro, com aquele sorrisinho atrevido.
— Ih, então desiste logo. Eu sou uma confusão ambulante, Montenegro.
Balancei a cabeça, rindo baixo, e dei um beijo na lateral do seu pescoço. A ousadia dela sempre me desmontava.
Olhei para Thais e Joaquim, que ainda estavam por perto, e decidi encerrar aquilo de vez.
— Acho melhor a gente ir. Já foi emoção demais por hoje.
Joaquim coçou a nuca, visivelmente sem graça.
— Me desculpa por todo esse rolo, Diogo.
Assenti de imediato.
— Você não tem culpa nenhu