Ele me olhou nos olhos, e vi a mesma determinação refletida neles.
— Exatamente.
Nos levantamos com cuidado para não perturbar o sono de Alana. Ela nem se mexeu, o que era um pequeno milagre.
Rafael apontou para uma poltrona no canto.
— Pedi a Milena algumas roupas dela até você ter as suas de volta.
— Obrigada — sussurrei, tocando o tecido macio de uma camiseta.
Ele sorriu e foi até o banheiro, me dando privacidade. Me troquei rápido, e quando ele voltou, já estava pronta.
Ficamos um último momento na porta, olhando para a cama. Alana, um pequeno montinho sob os cobertores, parecia finalmente em paz.
Descemos as escadas em silêncio, mas meu pensamento já estava à frente, querendo falar com meu irmão.
Precisava perguntar ao Eduardo sobre a Célia e o que tinha acontecido com aquela mulher no meio do caos que o filho dela criou? Era mais uma ponta solta.
Quando descemos para a cozinha, foi como entrar em um outro mundo.
Um mundo cheiroso, quente e seguro, tão diferente dos últimos