Um nó na garganta me impediu de falar por um segundo. Senti os olhos queimarem, mas não de tristeza. De uma gratidão feroz.
— Obrigada, Edu — consegui dizer, com a voz rouca. — Obrigada.
— Descanse, irmã. Amanhã a gente se vê, vou levar nossos pais pra te ver.
Desligamos.
A justiça, era lenta e imperfeita, mas estava funcionando. Uma das sombras que me assombravam estava contida.
Devolvi o celular a Rafael e ele me estudou, vendo a turbulência nos meus olhos.
— Célia foi presa — disse, e minh