Cap.159

Um nó na garganta me impediu de falar por um segundo. Senti os olhos queimarem, mas não de tristeza. De uma gratidão feroz.

— Obrigada, Edu — consegui dizer, com a voz rouca. — Obrigada.

— Descanse, irmã. Amanhã a gente se vê, vou levar nossos pais pra te ver.

Desligamos.

A justiça, era lenta e imperfeita, mas estava funcionando. Uma das sombras que me assombravam estava contida.

Devolvi o celular a Rafael e ele me estudou, vendo a turbulência nos meus olhos.

— Célia foi presa — disse, e minha voz estava estranhamente calma. — Ela tentou dizer que eu a envenenava. Mas ninguém acreditou e ela vai ser julgada.

Rafael não pareceu surpreso.

Seu rosto ficou sério, e ele passou o braço por trás dos meus ombros, me puxando para perto em um abraço firme e protetor.

— Era o que ela merecia — ele murmurou, sua voz um rosnado baixo perto do meu ouvido. — E você nunca mais vai ter que vê-la depois do julgamento.

Apoiei a cabeça no ombro dele, fechando os olhos.

***

O amanhecer trouxe consigo
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MARIA DIVINAConseguiria ler por horas , sem me cansar vc é simplesmente perfeita ... parabéns
MARIA DIVINAAutora maravilhosa, estou emocionadíssima .........️
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