Ela olhou para a cama e depois para mim. Seus olhos estavam sérios e então acenou com a cabeça, em um gesto decidido.
A ajudei a subir na cama com todo o cuidado do mundo, como se fosse de porcelana. Tirei as sandálias simples que ela usava e Alana se deixou guiar, seus olhos sempre fixos em Lorena.
Quando a cobri com a coberta, bem ao lado dela, Alana se virou instantaneamente e se agarrou ao braço de Lorena, enterrando o rosto no ombro da mãe.
Lorena se mexeu, e um resmungo sonolento escapou. Seus olhos se abriram, confusos por um segundo, piscando na penumbra.
Ela olhou ao redor, sentindo o peso no braço, e seus olhos encontraram os de Alana, bem perto do seu rosto.
O que vi então foi mágica.
Toda a confusão do sono se dissolveu, substituída por um sorriso. Não um sorriso grande, mas um verdadeiro, suave, que nasceu dos olhos e tomou todo o seu rosto.
Era um sorriso de reconhecimento, de aceitação imediata. Ela não pareceu surpresa, mas sim… completa.
— Rafa… — ela murmurou,