O celular vibrou na minha mão, e não pude evitar sorrir antes de olhar a tela. Era Vicenzo.
"Ei… estava pensando… que tal sairmos hoje? Prometo que não vou deixar você correr sozinha no kart, irei participar junto com você."
Li a mensagem duas vezes, sentindo um calor leve subir pelo rosto. Havia algo na forma como ele escrevia, casual, mas cheio de charme, que me deixava inquieta e sorrindo ao mesmo tempo. Diferente do tom severo do meu pai, Vicenzo parecia leve, quase flutuando no próprio mundo, e ainda assim conseguia puxar a atenção inteira para ele.
— Vicenzo… — digitei, mordendo o lábio, rindo sozinha — infelizmente não vou conseguir participar da corrida de kart hoje. Combinei com a Amanda de fazer compras.
A resposta veio quase instantânea, com aquela provocação característica que ele sempre tinha:
"Ah… então é isso… engraçado ver essas duas versões suas. Uma radical, cheia de adrenalina, e a outra, Patrícinha, correndo atrás de vitrines e sacolas."
— Tá rindo de mi