Guardei o kart no galpão com as mãos ainda trêmulas. O motor já estava desligado, e o silêncio voltava devagar, pesado. Mas dentro de mim ainda existia um eco — da velocidade, do grito preso, da raiva que eu tinha deixado na pista.
Respirei fundo.
Pela primeira vez desde que saí daquela casa, senti um alívio de verdade.
Pequeno.
Frágil.
Mas real.
Peguei o celular.
3:45.
Meu estômago apertou.
Ver aquela hora me trouxe de volta para a realidade. Guardei tudo rápido demais, quase desajeit