Encontrei Amanda no café perto da faculdade, aquele que sempre parecia meio apertado demais para tanta conversa acumulada. Ela já estava sentada quando cheguei, mexendo no celular e equilibrando um copo enorme de café como se aquilo fosse parte da personalidade dela. O cheiro de café recém-passado misturava-se com o som das xícaras batendo e conversas baixas, criando uma espécie de bolha onde eu podia respirar por alguns minutos.
— Você está com cara de quem ouviu um “não” grande hoje — disse Amanda, antes mesmo de eu me sentar.
Suspirei, largando a bolsa na cadeira ao lado, e observei o movimento do café balançar no copo como se refletisse meu humor.
— Evento beneficente. De máscaras. Pessoas elegantes, taças de cristal, esse tipo de coisa.
— E deixa eu adivinhar… — ela inclinou a cabeça, divertida. — Você não pode ir.
— Nunca posso — respondi. — E o pior é que, dessa vez, eu quis.
Amanda fez uma careta solidária, cruzando os braços sobre a mesa como se me defendesse de al