A batida na porta atravessou o meu sono de forma lenta, como se demorasse alguns segundos para me alcançar.
Era insistente, mas distante o suficiente para que eu ainda permanecesse presa naquele estado entre o sono e a consciência.
— Senhorita Camila… — a voz da Martina veio abafada, quase dissolvida no silêncio do quarto.
Abri os olhos devagar, piscando algumas vezes até o teto deixar de ser apenas uma mancha clara. Virei o rosto com certa demora, sentindo o peso do sono ainda presente, até