Dois dias depois.
Eu não estava procurando.
Mas, quando entrei no escritório do meu pai — mais por impulso do que qualquer outra coisa — meus olhos bateram direto na mesa.
E pararam.
Meu celular.
Estava ali.
Parado.
Como se nunca tivesse saído de lá.
Meu corpo travou por um segundo, o coração dando um salto no peito.
Dei alguns passos lentos, quase desconfiados, como se ele pudesse simplesmente sumir.
Mas não sumiu.
Estava ali.
E eu o peguei.
A tela estava apagada.