Não dormi.
Cheguei a casa às duas e meia com os saltos na mão porque os tinha tirado no taxi sem pensar, entrei no apartamento no escuro, e sentei-me no sofá com o casaco ainda vestido e fiquei ali durante um tempo que não soube calcular.
Ele tinha posto a mão na minha face. Ele me tocou!
Não um toque casual, não um gesto de passagem, a palma aberta no lado do meu rosto, quente e deliberada, com uma gentileza que eu não esperava de um homem que eu tinha passado semanas a catalogar como frio.