A manhã tinha um céu limpo demais para o tipo de semana que eu vinha vivendo. Havia dias em que eu acordava com a impressão de que a casa respirava diferente como se as paredes soubessem, antes de mim, que certas coisas estavam mudando. Não era ansiedade, não exatamente. Era um estado de alerta constante, um cuidado que se infiltrava nas decisões mais simples.
Eu costumava gostar de rotinas previsíveis. Agora, eu estava começando a gostar do que era real.
Camila apareceu na sala com Vicente no