Aprendi cedo que o silêncio nunca é neutro.
Ele pode ser proteção. Pode ser estratégia. Pode ser arma.
E, naquela manhã, enquanto a chuva insistia em cair fina e constante contra os vidros do escritório, eu sabia exatamente qual das três coisas o silêncio em torno do nome do irmão da Camila estava sendo.
Fechei a porta atrás de mim com mais força do que pretendia. O clique seco ecoou pelo ambiente amplo e impecavelmente organizado, como se marcasse o início de algo que não poderia mais ser adi