CAMILA
Eu sempre achei que despedidas precisavam ser barulhentas para doer.
Abraços longos demais, palavras atropeladas, lágrimas que não pedem licença. Cresci acreditando que, se não houvesse esse excesso, então não tinha sido importante de verdade. Que só machucava o que fazia ruído ao partir.
Naquela manhã, aprendi que estava errada. Algumas despedidas são silenciosas e, talvez sejam essas que mais machucam.
Meu irmão estava sentado à mesa da cozinha, a mochila apoiada contra a perna da cade