Eu sempre soube lidar com espera.
Esperar propostas amadurecerem, esperar números se ajustarem, esperar o momento exato de avançar ou recuar. A espera, para mim, nunca foi passiva. Era cálculo. Estratégia. Domínio do tempo. Mas aquela espera era outra coisa.
Camila tinha aceitado o convite, e isso não me deixava tranquilo, me deixava consciente. Como se eu estivesse andando em um terreno onde cada passo precisava ser sentido antes de ser dado.
O encontro não seria naquela noite, mas na noite do