CAMILA
Eu não lembrava quando tinha sido a última vez que me preparei para sair sem urgência.
Sem o relógio marcando um prazo invisível.
Sem a sensação de que eu precisava estar em algum lugar por obrigação.
Sem carregar o peso de um “depois” ameaçador.
Naquela noite, eu ia sair porque alguém tinha me convidado.
E porque eu tinha aceitado.
Essa constatação sozinha já era suficiente para me deixar inquieta.
Sentei-me na beira da cama com as mãos apoiadas nos joelhos, respirando fundo. O quart