Acordei com a luz suave filtrando pelas cortinas brancas, um brilho dourado que parecia mais gentil do que o normal. Por alguns segundos, fiquei imóvel, deitada de lado, olhando para o quarto que ainda parecia grande demais para mim. Um quarto onde nada tinha minha cara, mas onde, estranhamente, eu começava a me sentir menos estrangeira.
O colar repousava sobre a mesinha de cabeceira preso dentro do estojo de veludo azul-escuro que Leonardo me deu na noite passada, ainda dentro do carro. Aquele