Amélia Moreira
Abri os olhos com certa dificuldade, a cabeça ainda latejando e a visão embaçada pela fumaça e pela dor. Diante de mim, estava Gabriel, o segurança, com os olhos transbordando de preocupação. Ele sacudia suavemente meu corpo, tentando me trazer de volta à consciência.
— Dá para, para? — perguntei, a voz fraca, sentindo-me tonta com o movimento.
Ele me soltou sem jeito, os olhos arregalados.
— A senhora está bem? Está ferida em algum lugar? Aguente firme, senhora, já chamei refor