Inácio Hall
Amélia não parava de sangrar. O sangue dela manchava minhas mãos e minhas roupas, um lembrete quente e viscoso de que a vida estava escapando por entre meus dedos. Eu só conseguia pensar no meu filho. O corpo dela, antes vibrante e cheio de vida, agora estava pálido, marcado por hematomas roxos que gritavam a verdade que eu me recusava a aceitar.
Eu sabia o que tinha acontecido. Cada marca no pescoço dela, cada sinal de violência, era um prego no meu caixão. Eu falhei. Prometi prote