Entre Batimentos e Silêncios
O vento da manhã corria morno pelos corredores de pedra do casarão. A brisa trazia o cheiro doce-amargo das laranjeiras em flor, misturado ao aroma do pão fresco que Clara retirava do forno da cozinha antiga.
Ao longe, o relincho de um cavalo cortava o ar, seguido pelo tilintar da tranca do estábulo.
Era o som que anunciava para quem quisesse escutar que um novo dia pedia coragem.
Artur entrou descalço, ainda passando os dedos entre os fios de cabelo úmid