Álvaro…
Era difícil acreditar que tudo aquilo estivesse mesmo acontecendo. Meu velho, mesmo depois de morto, conseguiu me pregar uma peça daquelas. Deu um jeito de me castigar. Independentemente da escolha que eu fizesse, sairia perdendo: ou abriria mão da fazenda da família ou teria de me casar com aquela doida.
— Eu não quero! Não quero essa herança e muito menos me casar com ocê — ela quebrou o silêncio, a voz carregada de revolta.
Minha mãe lançou-lhe um olhar nada amistoso.
— Que ótimo. Porque eu também não quero me casar com você. Prefiro perder essa fazenda — retruquei, sem pensar duas vezes.
— Sinto muito, mas não há outra saída — disse o advogado, já guardando os papéis na pasta. — Vocês têm quinze dias para se decidirem. Pensem bem na decisão que irão tomar. Agora preciso me retirar. Tenham um bom final de tarde.
Ele se despediu da minha mãe e saiu, deixando a sala num silêncio pesado.
A maluca da Cecília me fulminava com os olhos. Depois que o advogado se foi, parecia que o