Após horas trabalhando em frente ao computador, fui até a cozinha pegar mais café. O silêncio da madrugada tomava conta da casa; só se ouvia o canto dos grilos lá fora e o tic-tac do relógio na parede.
Enchi a xícara e voltei para o quarto. Era mais uma noite sem dormir. Aproximei-me da janela e foi então que vi. Ela atravessava o quintal com passos apressados, um saco pesado jogado nas costas, o corpo curvado e o olhar atento para todos os lados — como quem foge. Reconheci na hora aquele jeito