Cecília
A água fria da cachoeira refrescava minha pele quando, de repente, senti mãos fortes envolverem minha cintura. Aquele perfume enebriava minha mente. Tentei sair, mas ele me puxou para mais perto, virando meu corpo de frente para o dele. Meu coração disparava no peito como um cavalo em fuga.
Com delicadeza, ele ergue meu queixo, fazendo-me encará-lo.
Seus olhos de jabuticaba me fitavam de um jeito que me deixou sem palavras. A barba bem feita, os lábios entreabertos num sorriso discreto… Meus olhos desceram pelo seu peitoral, pela barriga definida.
Ele abaixou lentamente a cabeça, aproximou o rosto do meu e esfregou o nariz no meu. Fechei os olhos, sem saber o que fazer. Senti seus lábios roçarem meu pescoço, arrepiando minha pele. Sua mão deslizou pela minha nuca, e seus dedos se enfiaram nos meus cabelos, puxando-os de leve.
— Abra os olhos — sussurrou.
E, como uma égua domada, obedeci. Encontrei um sorriso malicioso em seus lábios. Devagar, ele contornou minha boca com a pon