Quando se permite respirar.
Nos últimos dias, Melody se sentia mais leve. Não no corpo — embora o braço já não doesse e a respiração fluísse sem as faixas apertadas ao redor do peito —, mas na alma. Era estranho, quase desconcertante, acordar e não ter que esconder quem era. Não precisava se apagar ou se curvar. Podia apenas… existir.
E isso, por mais simples que parecesse, era novo demais.
A rotina no rancho ajudava. Havia tarefas, sim, mas também havia pausas. Pausas que não vinham acompanhadas de culpa ou punição. Havi