O calor seguia firme, mas o ar parecia menos pesado naquela manhã. Ida, sempre atenta aos humores da terra, comentara que os ventos já começavam a mudar — “fim de verão tem cheiro próprio”, dissera, abanando-se com um prato de lata, o olhar meio perdido no horizonte. Melody não soube identificar o cheiro, mas acreditou. Havia algo diferente, sim. O tipo de mudança que não faz barulho, mas que se instala devagar no corpo, como a brisa que precede a chuva.
Passava parte das manhãs no quintal, reg