Melody estava nervosa. Muito mais do que gostaria de admitir. Parada na calçada de terra batida diante do pequeno armazém de Belmond, as mãos crispadas no tecido do vestido, sentia a garganta seca e o estômago revolto como se tivesse engolido uma dúzia de borboletas desorientadas. Podia ser o calor, podia ser o dia abafado, mas ela sabia que era mais do que isso. Era medo. Medo de ser reconhecida, de ser julgada, de ser olhada como aquela mulher, a que um dia trabalhou na Casa do Sol Nascente.