Carmen González
O que eu estava fazendo? Eu, uma médica, ali para cuidar de um paciente, me derretendo inteira apenas com o toque daquele homem que deveria estar moribundo. Para onde eu estava levando a minha mão?
— Sr. Matteo... — tento me concentrar no meu dever para escapar daquela armadilha sensorial.
— Esquece o "senhor". Me chama de Matteo... — Ele sussurrou, a voz carregada de uma urgência sombria. — Não tira a mão, por favor. Continua o que ia fazer.
— Isso é loucura. Você não pode