Carmen González
Revelar aquele segredo dilacerante para o Matteo foi como arrancar uma mordaça que sufocava minha garganta há horas.
Era um alívio avassalador, mas, ao mesmo tempo, um peso infinitamente constrangedor de carregar diante dele.
Não sentia vergonha por mim mesma — eu sabia que não tinha culpa alguma, afinal, eu era a maior vítima daquela história.
O meu pavor vinha do exemplo doentio, asqueroso e covarde que a minha própria família representava.
O que eu ainda precisava revela