— Vim entregar Nathalia Monte.
A frase saiu da televisão com uma clareza cruel.
Por alguns segundos, eu não consegui respirar direito. Não porque acreditasse de imediato. O papel escondido na minha pasta parecia queimar contra meus dedos: “Não acredita em nada que eu disser hoje.” Eu lembrava. Eu tinha lido. Eu tinha entendido. Mesmo assim, ouvir Mauro dizer aquilo, parado diante do galpão da Vértice, com as mãos erguidas e homens de segurança apontando lanternas para ele, foi como levar um soc