Mundo ficciónIniciar sesiónEu não estava acreditando. O homem realmente tinha enlouquecido. Ao longo de sete dias, fiz múltiplas entrevistas com vários psiquiatras e psicólogos, além de vários testes. Eu estava exausta. Eu realmente acreditava que a obsessão do Mauro acabaria muito antes disso, mas passava um dia, passava outro, e a loucura continuava.
Eu estava disposta a desistir daquela insanidade e pedir para voltar para o meu antigo cargo, quando Mauro finalmente jogou a toalha e aceitou que não havia nada que ele pudesse fazer para sanar a “falha” do Relux e que ele não conseguiria saber o motivo dessa “falha”.
- Podemos voltar ao nosso trabalho agora, como pessoas normais? - perguntei.
- Posso te dar um beijo na boca?
- Que?
- Um beijo na boca.
Eu não sabia nem o que dizer. O Mauro estava completamente fora de si. Quem deveria ter sido avaliado pelo psiquiatra era ele. Não é possível. Como é que o cara me pede um beijo assim do nada, sabendo que eu claramente não estou interessada?
- Doutor Mauro…
- Mauro
- … você já está ficando louco com essa historia. Do nada me pedindo um beijo assim… pare um pouco e analise como tem sido o seu comportamento nos últimos dias. Você acha que está normal?
- É que, é que… eu não sei lidar.
- Não sabe lidar com a simples rejeição de uma mulher?
- Você não entenderia. Tem muito mais coisa envolvida.
- Não entendo mesmo.
- Você está dispensada por hoje. Pode ir mais cedo pra casa.
Achei ótimo ser liberada mais cedo daquela insanidade, óbvio. Ainda eram umas três da tarde. Decidi ir dar uma volta no shopping, tomar um sorvete, quem sabe até pegar um cineminha. Acontece que, depois de vinte minutos para chegar até o shopping, de Uber, eu me dei conta de que estava sem a minha bolsa. Tive que voltar até a empresa.
Chegando no hall de entrada do escritório do Mauro, a recepcionista se mostrou agitada ao me ver.
- Achei que você já tinha ido embora - ela disse, um tanto tensa.
- Esqueci minha bolsa, acredita? Eu já tava lá no shopping e tive que voltar - respondi.
- Eu posso ir lá pegar pra você.
- Imagina, Larissa - eu respondi, já indo até a porta, antes que ela tivesse tempo de me impedir.
Poucos segundos depois, entendi porque ela estava agitada e tentando fazer com que eu não entrasse na sala. Mauro estava sem camisa, as calças abaixadas, e comendo uma mulher que gemia mais do que atriz pornô. Certamente ela estava performando, não é possível. A mulher estava com as pernas entrelaçadas nele e nem havia tirado a saia. Eles transavam em cima da mesa dele.
Eles estavam tão entretidos que não tinham notado a minha presença. Pigarreei para chamar a atenção deles. Mauro imediatamente saiu de cima da mulher e se levantou, puxando a calça que estava nos pés. Mas deu tempo de ver, com riqueza de detalhes, aquele pau. Era um pau enorme, lindo. Grande e grosso. Era muito grande mesmo, e perfeito. Eu, que estava há um bom tempo sem transar, fiquei até um pouco excitada, mesmo sendo o Mauro. Nessas horas o instinto fala alto. O cara já era lindo, o corpo todo musculoso e perfeito, agora ainda ornava com aquele pau imenso? Talvez os gemidos da moça fossem reais mesmo.
Mas a surpresa maior foi o fato de que aquela mulher que estava, poucos instantes atrás, gemendo loucamente, era simplesmente… a Alessandra.







