Mundo de ficçãoIniciar sessãoMauro tapou minha boca com a mão. Não foi bruto. Foi rápido. Instintivo. O tipo de gesto que, em qualquer outro contexto, me faria empurrá-lo com raiva. Mas ali, dentro daquela sala escura, com um homem do lado de fora avisando Jeremias que eu tinha pegado o caderno, a única coisa que fiz foi parar de respirar.
O peito dele estava colado às minhas costas. Eu sentia cada respiração contida, cada músculo travado. A mão







