Às oito e quarenta da manhã, eu estava dentro do carro de Mauro usando a mesma roupa da noite anterior e tentando parecer uma mulher que não tinha acabado de dormir na casa do chefe afastado, ser espionada, ameaçada e convocada para uma reunião que podia destruir a vida de nós dois.
Não estava funcionando muito bem.
Mauro dirigia em silêncio. O rosto dele estava sério demais, bonito demais, cansado demais. A barba por fazer deixava tudo pior. Ou melhor. Sei lá. Eu estava com raiva de mim por re