“E ouviu você chamar outra mulher de amor.”
A mensagem ficou na tela como uma mão gelada entrando pelo meu peito. Não era só ameaça. Era invasão. Era alguém enfiado dentro daquela noite que, por algumas horas, tinha sido nossa. Suja de medo, cheia de culpa, errada em vários sentidos, mas nossa.
Agora nem isso parecia protegido.
Mauro pegou o celular da minha mão antes que eu derrubasse. Leu a mensagem uma vez, depois outra. O rosto dele mudou. Primeiro veio a raiva. Depois uma vergonha estranha