— Nathalia — ele disse, devagar. — O que tem dentro da sua bolsa?
Meu corpo inteiro travou, e eu senti a alça escorregar um pouco pelo meu braço suado. A bolsa parecia pesar uma tonelada, como se aquele frasco minúsculo tivesse virado uma âncora. Eu sabia que, se Mauro insistisse de verdade, se ele me encurralasse, se ele fizesse aquela voz firme de chefe ou aquele olhar de homem preocupado, talvez eu desabasse e contasse tudo. Mas eu não podia. Não agora. Não depois da mensagem dizendo que ele