Nara
A fronteira da Lua Sangrenta cheirava a pinho, neblina e decisões idiotas.
Nara Vale conhecia bem aquele cheiro.
Era o mesmo que vinha antes de qualquer coisa que ela jurava não se arrepender e acabava lembrando, anos depois, com um misto de orgulho e dor no tornozelo.
Naquela madrugada, a floresta parecia morder o mundo pelos cantos. A névoa pendia baixa entre as árvores, agarrando-se às raízes, aos arbustos, às pedras marcadas com runas antigas. Mais adiante, depois da fileira de carvalh