Nara
A covardia tinha cheiro.
Nara descobriu isso naquela manhã.
Não era o cheiro comum do medo, aquele odor azedo que os filhotes soltavam antes do primeiro treino ou que os guerreiros jovens exalavam quando percebiam que sangue verdadeiro era mais escuro do que nas histórias. Covardia cheirava diferente. Era limpa demais. Polida demais. Vinha misturada com incenso, couro caro, vinho não bebido e decisões tomadas atrás de portas fechadas.
A fortaleza da Lua Sangrenta inteira cheirava assim.
Na