Narrado por Mia Walker
A arma ainda estava no chão quando deixei o porão. Meus dedos ainda tremiam, mesmo que minha voz não tivesse falhado diante dele. Mikhail. Aquele homem que um dia representou o pior da minha existência e, hoje, era também o motivo de eu continuar acordando. Eu poderia tê-lo matado. De verdade. Poderia ter encerrado tudo ali, num estalo. Mas abaixei a arma. Porque, no fundo, acho que eu teria morrido junto.
Subi as escadas devagar. A mansão estava mergulhada num silêncio e