Sofia Morozova
A campainha toca e vou atender. Estava ansiosa à sua espera, sentada no sofá da sala de estar. A TV ligada no volume mínimo, pois minha mente não conseguia processar nada além da espera.
Abro a porta e lá está o homem de cinquenta e poucos anos, os cabelos claros mais curtos que da última vez que me lembro.
— Pai — a voz embargada sai às pressas. As lágrimas tomam os meus olhos.
— Sofia. — Sou abraçada pelos braços fortes do homem à minha frente.
— Entra — convido, afastando-me d